A intersetorialidade da raiva humana e animal e seus riscos relacionados à execução de políticas públicas ambientais, socioeconômicas e de saúde em três microrregiões do estado do Pará, Amazônia Oriental Brasileira, de 2020 a 2024: um estudo transversal e

Autores

  • Nelson Veiga Gonçalves
  • Bruno Yudi Shimomaebara Sousa
  • Sara Farias Coimbra
  • Manoel Antonio Costa de Rezende
  • João Victor de Paula Cunha
  • Nícolas Nishiyama Soares
  • Deyse Cristina de Souza Fernandes
  • Tainara Carvalho Garcia Miranda Filgueiras
  • Raimundo Gladson Corrêa Carvalho
  • Maria do Socorro da Silva Valente
  • Raimundo Nelson Souza da Silva
  • Claudia do Socorro Carvalho Miranda

DOI:

https://doi.org/10.54899/dcs.v23i94.6970

Palavras-chave:

Epidemiologia, Raiva, Análise Espacial, Saúde Coletiva

Resumo

A raiva humana é uma antropozoonose transmitida pela saliva de um animal infectado pelo vírus RABV, que apresenta alta letalidade causada por uma encefalite viral. No Brasil, essa patologia é considerada um grande problema de saúde pública devido a sua endemicidade. Assim, o presente estudo procurou analisar a distribuição espacial da raiva humana e animal nas microrregiões de Itaituba, Furos de Breves e Belém, estado do Pará, no período de 2020 a 2024. Para tal, foram utilizadas informações do Ministério da Saúde, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará, do MapBiomas e da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas. Os dados foram depurados, georreferenciados em laboratório e analisados com técnicas estatísticas descritivas usando cálculos percentuais e espaciais com testes de autocorrelações e álgebra de mapas. De forma geral, a ocorrência dos casos de raiva humana e animal foi não homogênea na área de estudo, sendo o maior número de registros observado em municípios com baixo índice de desenvolvimento humano municipal, alto índice de desmatamento, baixa cobertura de atenção primária à saúde e baixa oferta de serviços agropecuários. Os resultados revelaram uma dimensão multifatorial do cenário epidemiológico, associado a baixa condição de vida da população residente nas áreas afetadas dos municípios, vetorização da doença para locais com maior desmatamento e deficiência da oferta de serviços sanitários, como vacinação antirrábica. Dado o exposto, ressaltamos a necessidade da ampliação de ações de imunização e educação continuada, visando a melhoria da vigilância ambiental da doença, no contexto da saúde única na Amazônia oriental brasileira.

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Publicado

09-09-2026

Como Citar

Gonçalves, N. V., Sousa, B. Y. S., Coimbra, S. F., Rezende, M. A. C. de, Cunha, J. V. de P., Soares, N. N., … Miranda, C. do S. C. (2026). A intersetorialidade da raiva humana e animal e seus riscos relacionados à execução de políticas públicas ambientais, socioeconômicas e de saúde em três microrregiões do estado do Pará, Amazônia Oriental Brasileira, de 2020 a 2024: um estudo transversal e. Revista DCS, 23(94), e6970. https://doi.org/10.54899/dcs.v23i94.6970

Edição

Seção

Artigos