Entre a farda e o EPI: uma análise jurídico-documental do potencial protetivo do uniforme operacional da Polícia Militar de Rondônia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54899/dcs.v23i96.7100

Palavras-chave:

Uniforme Operacional, Equipamento de Proteção Individual, Polícia Militar, Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, Saúde e Segurança no Trabalho

Resumo

Este artigo examina se os componentes do uniforme operacional da Polícia Militar de Rondônia exercem funções protetivas compatíveis com os critérios técnicos e jurídicos utilizados para distinguir uniforme, vestimenta protetiva e Equipamento de Proteção Individual no sistema brasileiro de Segurança e Saúde no Trabalho. O objetivo é analisar a relação entre os componentes do uniforme, os riscos ocupacionais do policiamento ostensivo e os requisitos de finalidade protetiva, adequação, desempenho, compatibilidade e eventual certificação. Desenvolveu-se pesquisa qualitativa, exploratória e analítica, de natureza jurídico-dogmática, documental e bibliográfica, sem produção de dados empíricos primários ou realização de ensaios laboratoriais. Foram examinados documentos institucionais da Polícia Militar de Rondônia, normas jurídicas e técnicas e literatura científica sobre gerenciamento de riscos, vestuário profissional, ergonomia e equipamentos de proteção. As informações foram organizadas em matriz de análise por componente, risco, função, evidência técnica e requisito regulatório. Os resultados indicam que o uniforme operacional possui dupla dimensão: institucional, relacionada à identificação, à padronização e à disciplina; e funcional, relacionada à possível redução de determinadas exposições ocupacionais. O colete balístico e outros equipamentos especializados apresentam finalidade protetiva mais explícita. Gandola, calça e cobertura da cabeça podem oferecer proteção incidental ou potencial, enquanto o coturno apresenta relação funcional mais evidente com a proteção dos membros inferiores, embora dependa de comprovação de desempenho. Conclui-se que o uniforme não deve ser considerado integralmente Equipamento de Proteção Individual apenas por sua obrigatoriedade de uso ou por cobrir o corpo. A classificação deve ser individualizada e fundamentada em risco, finalidade, projeto, material, desempenho, adequação, compatibilidade e requisito regulatório.

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Publicado

17-09-2026

Como Citar

Silva, T. R. C. da, Gonçalves, R. M., Batista, R. de O., Medeiros, T. P., Santos, A. G. dos, & Licório, A. M. de O. (2026). Entre a farda e o EPI: uma análise jurídico-documental do potencial protetivo do uniforme operacional da Polícia Militar de Rondônia. Revista DCS, 23(96), e7100. https://doi.org/10.54899/dcs.v23i96.7100

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Artigos