Língua(gem) como prática social: a importância da fonologia e variação linguística no ensino de língua portuguesa
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v23i91.5791Palavras-chave:
Diversidade Linguística, Fonologia, Variação, Ensino, Prática SocialResumo
O texto aborda a língua portuguesa como prática social, destacando-se a relevância da variação linguística e da fonologia no ensino, sobretudo, na educação básica. Ressalta-se que, a língua não deve ser reduzida ao padrão homogêneo, mas compreendida como sistema dinâmico, permeado por diferenças regionais, sociais, etárias e de gênero. A valorização da variabilidade linguística combate preconceitos e reproduz desigualdades na promoção da abordagem inclusiva e crítica do ensino de língua. A integração entre fonologia, variação e práticas discursivas fortalece a compreensão de que a língua se constitui na ação social dos falantes ao apontar contextos históricos e sociais. Além disso, o texto reforça a importância da pedagogia que dialoga com a realidade cotidiana e, reconhece, ao mesmo tempo, textos, discursos e letramentos diversos, e inclui como princípio básico as práticas multimodais contemporâneas. Essa perspectiva exige que o professor atue como mediador e promova a educação crítica, cidadã e democrática - essa capaz de formar sujeitos autônomos na utilização e análise dos conhecimentos linguísticos. Assim, a abordagem pedagógica deve valorizar a diversidade linguística sobre o papel da língua na construção de identidades e na participação social.
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