Prevalência de ansiedade e depressão em trabalhadores administrativos de uma instituição de ensino superior
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v23i89.%205288%205288Palavras-chave:
Saúde Mental, Ansiedade, Depressão, Saúde do TrabalhadorResumo
A saúde mental no trabalho tem se tornado uma preocupação crescente, especialmente diante do aumento de transtornos psicológicos associados às condições laborais. Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência de sintomas de ansiedade e depressão em trabalhadores administrativos de uma instituição de ensino superior. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, realizado com 172 funcionários administrativos de um centro universitário localizado em Maceió, Alagoas. Foram utilizados um questionário sociodemográfico, a Escala de Ansiedade de Hamilton (HAM-A) e a Center for Epidemiologic Studies Depression Scale – Revised (CESD-R). A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva e testes de associação, adotando nível de significância de 5%. A amostra foi composta predominantemente por mulheres (61,6%), com média de idade de 40,6 anos. A prevalência de ansiedade leve foi de 79,7%, enquanto 12,2% apresentaram ansiedade moderada e 7,0% grave. A ansiedade moderada/grave apresentou associação significativa com ausência de atividade física e dificuldade para iniciar o sono. Em relação à depressão, 18% dos participantes apresentaram sintomatologia clínica, associada ao tempo de serviço entre cinco e dez anos e inversamente associada à prática de atividade física. Observou-se elevada comorbidade entre ansiedade e depressão. Os resultados evidenciam elevada prevalência de sintomas ansiosos e depressivos entre trabalhadores administrativos universitários, indicando a necessidade de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental no ambiente laboral.
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