Feminismo e a continuidade do voto de cabresto
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v23i88.5054Palavras-chave:
Feminismo, Continuidade, Voto, CabrestoResumo
O presente artigo aborda a relação entre o feminismo e a prática contemporânea do “voto obrigatório obrigado”, entendido como a imposição masculina ao voto da família, traçando um paralelo com a prática histórica do voto de cabresto. O objetivo geral é analisar como essa dinâmica influencia a autonomia das mulheres e perpetua desigualdades de gênero. Para isso, são delineados três objetivos específicos: investigar como essa prática se manifesta nas dinâmicas familiares e quais fatores a perpetuam; examinar o impacto dessa imposição na participação política das mulheres, considerando suas percepções e experiências; e propor reflexões sobre a necessidade de promover a educação para a cidadania, ressaltando a importância da autonomia nas decisões eleitorais femininas. O referencial teórico do artigo sustenta-se em autores que discutem a relação entre gênero, poder e política, como Simone de Beauvoir, Judith Butler e Nancy Fraser. A metodologia é qualitativa e envolve entrevistas semiestruturadas com mulheres de diferentes contextos socioeconômicos, permitindo uma compreensão aprofundada de suas experiências relacionadas ao voto. Também será realizada uma análise de conteúdo de depoimentos e relatos em mídias sociais, e uma revisão bibliográfica sobre feminismo e práticas de voto. O artigo busca enfatizar a importância de incluir a temática da autonomia política feminina nos currículos escolares, promovendo a educação para a cidadania e a igualdade de gênero.
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