FORMAÇÃO CONTINUADA DO DOCENTE DO CAMPO SEGUNDO OS PRINCÍPIOS FREIREANOS: TERRITÓRIOS DE VIDA, FORMAÇÃO E IDENTIDADE
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v22i85.3768Palavras-chave:
Educação do Campo, Formação de Professores, Identidade, CulturaResumo
A implementação efetiva da educação do e no campo requer políticas públicas adequadas às características e anseios daqueles que moram, vivem e trabalham nesse local. Este texto apresenta uma abordagem sobre a formação continuada de professores de escolas rurais de Uberlândia-MG sobre a metodologia da educação do campo. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental na perspectiva do materialismo histórico-dialético. As análises envolvem a atuação do gestor escolar, responsável pela construção de um espaço coletivo, reflexivo e dialógico de ensino-aprendizagem para criação/recriação de políticas e práticas educativas na perspectiva histórico-crítico-social. Além disso, abordam o fortalecimento de políticas democráticas de formação docente, que viabilizem ações contra-hegemônicas na escola, impulsionando a formação docente, a luta por uma educação referencialmente qualificada para todos, bem como o fortalecimento de práticas pedagógicas em que os professores enalteçam a identidade, a cultura e o modo de vida do estudante do campo, enquanto sujeito histórico, pesquisador e aprendiz de si mesmo. Também englobam o sentimento de pertença à comunidade em que vive, com a totalidade vivente de seu mundo rural e que se assume enquanto sujeito de sua própria formação, com postura crítica e instigadora do saber, propiciando conhecimentos com rigor e qualidade à comunidade escolar rural. Encontrou-se que a educação do campo é marcada por lutas sociais que reivindicavam uma igualdade de ensino para a população campesina, já que se sentia discriminada, isolada, com dificuldades de acesso a uma educação de qualidade, com metodologia da educação do campo e não urbanocêntrica. Percebeu-se a necessidade premente de formação continuada específica, uma vez que a formação inicial raramente aborda o tema, também o fato de ocorrer uma elevada rotatividade de professores nas escolas rurais e, sobretudo, conhecer as características sociais, culturais, identidades, modos de vida e produção da comunidade escolar.
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