Plano de parto para a autonomia: transformando o pré-natal em ato de resistência contra a violência obstétrica
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v23i88.4755Palavras-chave:
Plano de Parto, Violência Obstétrica, Enfermagem, GestanteResumo
A gestação é um período de intensas transformações físicas, emocionais e sociais, exigindo uma assistência pautada na humanização e na autonomia da mulher. Nesse contexto, o plano de parto surge como instrumento essencial para promover o protagonismo feminino e prevenir a violência obstétrica, ao permitir que a gestante expresse suas preferências quanto ao trabalho de parto e ao nascimento. Este estudo teve como objetivo compreender, por meio de uma revisão integrativa da literatura, como o plano de parto tem sido abordado na produção científica como estratégia de promoção da autonomia e de prevenção da violência obstétrica. A busca foi realizada nas bases Periódicos Capes, LILACS, SciELO e BVS, utilizando descritores controlados combinados por operadores booleanos, abrangendo publicações entre 2017 e 2025. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, sete estudos compuseram a amostra final. Os resultados demonstraram que o plano de parto, quando construído de forma participativa durante o pré-natal, fortalece o vínculo entre gestante e equipe de saúde, reduz intervenções desnecessárias e atua como ferramenta de empoderamento e segurança da mulher. Conclui-se que a incorporação do plano de parto na rotina dos serviços de saúde e na formação profissional, especialmente na enfermagem, representa uma estratégia efetiva para consolidar práticas humanizadas e combater a violência obstétrica.
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Referências
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