TERRAS RARAS: RELEVÂNCIA ESTRATÉGICA, DISPUTA GEOPOLÍTICA E POTENCIAL ECONÔMICO NO GARIMPO BOM FUTURO LOCALIZADO NA AMAZÔNIA OCIDENTAL
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v22i83.3433Palavras-chave:
Terras Raras, Geopolítica, Garimpo Bom Futuro, Potencial Econômico, SustentabilidadeResumo
As chamadas terras raras representam um conjunto de 17 elementos químicos, incluindo os 15 lantanídeos, além do escândio e do ítrio. Suas características físico-químicas únicas, como forte magnetismo, emissão de luz e capacidade de catalisar reações, as tornam cruciais para o desenvolvimento de tecnologias avançadas. A junção da crescente procura mundial com a produção concentrada em poucos países elevou esses elementos ao patamar de recursos com grande peso geopolítico. Nesse cenário, o Garimpo Bom Futuro, situado em Ariquemes, Rondônia, surge como uma área com potencial para conter esses minerais, inserindo o Brasil em um contexto de interesse estratégico global. Esta pesquisa busca analisar a relevância estratégica, a disputa geopolítica e as possibilidades econômicas ligadas às terras raras no Garimpo Bom Futuro, englobando aspectos técnicos, socioeconômicos e ambientais. A metodologia utilizada se baseou em uma extensa pesquisa bibliográfica, reunindo artigos científicos, relatórios técnicos e dados de instituições geológicas, complementada por análises de mercado e avaliação de políticas públicas para a exploração desses recursos. Os resultados apontam para a existência de sinais geológicos promissores na área, cuja exploração de forma sustentável poderia ajudar na diversificação da economia local e no fortalecimento da posição do Brasil no mercado mundial. No entanto, ainda existem desafios tecnológicos, ambientais e regulatórios que restringem a possibilidade imediata de um uso eficiente e responsável. A conclusão é que a exploração das terras raras no Garimpo Bom Futuro exige políticas públicas coordenadas, investimentos em pesquisa mineral e inovação tecnológica, bem como uma legislação consistente, que consiga equilibrar a competitividade econômica com a proteção socioambiental, conectando o potencial mineral brasileiro às necessidades estratégicas globais.
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