ANTROPOCENO E SUSTENTABILIDADE NA AMÉRICA LATINA: A CRISE CLIMÁTICA E A PROIBIÇÃO DO RETROCESSO AMBIENTAL
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v22i79.126Palavras-chave:
Direito Constitucional Ambiental, Sustentabilidade Ecológica, Meio Ambiente Equilibrado, Proibição do Retrocesso Ambiental, Custo do Antropoceno na NaturezaResumo
O estudo analisa, de forma crítica e reflexiva, o princípio da proibição do retrocesso ambiental como um mecanismo jurídico central para a promoção da sustentabilidade ecológica na América Latina, cuja abordagem é qualitativa e do tipo bibliográfica, investigando os impactos do Antropoceno, período em que a intervenção humana alterou profundamente os sistemas ecológicos e climáticos, culminando em uma crise ambiental global. A pesquisa destaca a necessidade de fortalecer um constitucionalismo ambiental legítimo, que integre a sustentabilidade como fundamento essencial nas constituições latino-americanas. Além disso, propõe a formulação de parâmetros metaconstitucionais que assegurem limites claros às ações humanas, promovendo a convivência harmônica entre desenvolvimento econômico, equilíbrio ecológico e direitos intergeracionais. O estudo também enfatiza a importância de superar a visão antropocêntrica e materialista, incentivando a transição para modelos de sociedade baseados no bem-estar ecológico e no decrescimento sustentável. Considerando-se que, enquanto não houver uma conscientização ampla e responsável sobre o uso dos recursos naturais, a normatividade ambiental deve atuar de forma robusta, impondo barreiras ao retrocesso e garantindo a sobrevivência do meio ambiente latino-americano, porquanto, a proteção ambiental não é apenas um desafio jurídico, mas uma necessidade imperativa para assegurar um futuro viável e equilibrado para as próximas gerações.
Downloads
Referências
ALCOTT, Blake. Jevon’s Paradox (Rebound Effect). In: D’ALISA, Giacomo; DEMARIA, Federico; KALLIS, Giorgos. Degrowth: A vocabulary for a new Era. New York: Routledge, 2015.
BALDÉ, C.P. et al. The Global E-waste Monitor – 2020. United Nations University (UNU), International Telecommunication Union (ITU) & International Solid Waste Association (ISWA), Bonn/Geneva/Vienna, 2020, p.4. Disponível em: <https://www.itu.int/en/ITU-D/Climate-Change/Documents/GEM%202017/Global-E-waste%20Monitor%202020%20.pdf> Acesso em: 19 abr. 2023.
BÁRCENA, Alicia et.AL. La emergencia del cambio climático em América Latina y el Caribe ¿Seguimos esperando la catástrofe o pasamos a la acción? Santigago. Naciones Unidas, 2020.
BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
BRITTO, Carlos Ayres. Teoria da Constituição. Rio de Janeiro: Forense, 2003.
CANOTILHO, J.J. Gomes. “Brancosos” e Interconstitucionalidade: itinerários dos discursos sobre a historicidade constitucional. 2a. ed. Coimbra: Almedina, 2008.
CARDUCCI, Michele. La fondazione diritti genetici come situazione costituzionale: UNA “codifica” della sua esperienza nel prisma del método comparativo di Elinor Ostrom. Roma: Universi tà del Salento, 2015.
CARDUCCI, Michele. Por um direito constitucional altruísta. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2003.
CARDUCCI, Michele; CASTILLO AMAYA, Lidia Patricia. Nuevo Constitucionalismo de la Biodiversidad vs. Neoconstitucionalismo del Riesgo. Seqüência: Estudos Jurídicos e Políticos, Florianópolis, v. 37, n. 73, p. 255-283, ago. 2016, p. 275. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/sequencia/article/view/2177-7055.2016v37n73p255/33566>. Acesso em: 20 maio 2018.
CARVALHO, Feliciano. Os direitos humanos e o constitucionalismo internacional latino-americano”. Revista Espaço Jurídico Journal of Law, Joaçaba, v. 17, n. 1, p. 47-64, jan.-abr. 2016, p. 62. Disponível em: <http://editora.unoesc.edu.br/index.php/espacojuridico/issue/view/212/showToc>. Acesso em: 26 jun. 2024
COMISSION ECONÓMICA PARA AMERICA LATINA Y EL CARIBE -CEPAL. Pactos para la igualdad: Hacia un futuro sostenible, 2014, p. 56. Disponível em: <http://www.cepal.org/publicaciones/xml/7/52307/2014-SES35_Pactos_para_la_igualdad.pdf>. Acesso em: 23 jan. 2024.
ECOLOGICAL WEALTH OF NATIONS. Global Footprint Network, Oakland, 2017. Disponível em: <http://www.footprintnetwork.org/content/documents/ecological_footprint_nations/> Acesso em: 03 abr. 2023.
ECOLOGICAL WEALTH OF NATIONS. Global Footprint Network, Oakland, 2017. Disponível em: <http://www.footprintnetwork.org/content/documents/ecological_footprint_nations/> Acesso em: 03 abr. 2024.
GREENE, Joshua. Tribos morais: a tragédia da moralidade senso comum. Trad. Alessandra Bonrruquer. Rio de Janeiro: Record, 2018.
HOLANDA, Marcus Mauricius. A teoria do decrescimento A teoria do decrescimento e sua aplicação no constitucionalismo brasileiro para o alcance da sustentabilidade. Curitiba: Editora CRV, 2021.
HOLANDA, Marcus Mauricius. A teoria do decrescimento: a promoção de um mundo sustentável em Serge Latouche. Revista de Direito Ambiental, São Paulo, n.115, jul./set. 2024.
JEVONS, Willian Stanley. The coal question: An inquiry concerning the progress of the Nation, and the Probable Exhaustion of Our Coal-Mines. 2. ed. London: Macmillan and Co., 1866, p. 4. Disponível em: <http://oilcrash.net/media/pdf/The_Coal_Question.pdf>. Acesso em: 04 abr. 2023.
LASZLO, Ervin. O ponto do caos: contagem regressiva para evitar o colapso global e promover a renovação do mundo. Tradução Aleph Teruya Eichmeberg e Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Cultrix, 2011.
LATOUCHE, Serge. L’âge des limites. Paris: Mille et une nuits, 2012.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS – ONU. Conheça os novos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. 2015a. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/>. Acesso em: 23 jan. 2024
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS – ONU. Relatório: O caminho para a dignidade até 2030: Acabando com a Pobreza, Transformando Todas as Vidas e Protegendo o Planeta. 2015. Disponível em: <http://www.un.org/disabilities/documents/reports/SG_Synthesis_Report_Road_to_Dignity_by_2030.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2024.
PRIEUR, M. O princípio da proibição de retrocesso no cerne do direito humano ao meio ambiente. Revista Direito à Sustentabilidade, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 20–33, 2000. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/direitoasustentabilidade/article/view/11045. Acesso em: 10 out. 2023
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO – PNUD. Relatório do Desenvolvimento Humano 2013. A ascensão do Sul: Progresso humano num mundo diversificado. ONU, 2013. Disponível em: < http://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/library/idh/relatorios-de-desenvolvimento-humano/relatorio-do-desenvolvimento-humano-200012.html> Acesso em: 25 jan. 2024.
RIDOUX, Nicolas, Menos es más: introducción a la filosofía del decrecimiento. Tradução de Joana Mercader. Barcelona: Los libros del lince, 2009, p. 13.
ROCKSTRÖM, Johan et al. Planetary boundaries: exploring the safe operating space for humanity. Ecology and Society, v.14, n.2, p. 32, 2009. Disponível em: < https://www.ecologyandsociety.org/vol14/iss2/art32/>. Acesso em: 19 abr. 2023.
SACHS, Jeffrey. Rompendo os limites do planeta: Desafios do controle populacional e da produção de alimentos precisam ser vencidos de forma conjunta. Scientific American Brasil. Disponível em: < http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/rompendo_os_limites_do_planeta.html >. Acesso em: 19 abr. 2023.
STEFFEN, Will. Commentary on Paul J. Crutzen and Eugene F. Stoermer, “The Anthropocene.” In: ROBIN, Libby; SÖRLIN, Sverker; WARDE, Paul (ed.). The Future of Nature: Documents of Global Change. New Haven: Yale University Press, 2013. p. 486.
SUKHDEV, Pavan. Corporação 2020: Como transformar as empresas para o mundo de amanhã. Tradução de Isabel Murray. São Paulo: Abril, 2013.
UNITED NATIONS EDUCATIONAL SCIENTIFIC AND CULTURAL ORGANIZATION. Correio: Muitas vozes para o mundo. Disponível em: < https://pt.unesco.org/courier/2018-2>. Acesso em: 18 maio 2024
VALÉRY, Paul. Miradas al mundo actual. Tradução de Lucia Segovia. Barcelona: RBA Libros, 1934.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Derecho y Cambio Social

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
