Neurodiversidade e inclusão no ensino superior brasileiro: desafios e perspectivas a partir dos dados do Censo 2022

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54899/dcs.v23i92.6123

Palavras-chave:

Neurodiversidade, Inclusão no Ensino Superior, Pessoas com Deficiência, Transtorno do Espectro Autista, Censo Demográfico

Resumo

A crescente presença de pessoas com deficiência e com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil, conforme revelado pelos dados preliminares do Censo Demográfico 2022, impõe desafios significativos para o sistema educacional, especialmente no ensino superior. Este artigo analisa as interseções entre os dados censitários e as políticas de inclusão educacional, com ênfase na neurodiversidade e no acesso ao ensino superior. Os resultados indicam que 7,3% da população brasileira possui alguma deficiência, com prevalência de 1,2% para o diagnóstico de TEA, totalizando 2,4 milhões de pessoas. A análise revela desigualdades educacionais significativas: a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência (21,3%) é 16 pontos percentuais superior à da população sem deficiência. No ensino superior, apenas 15,7% das pessoas com TEA concluíram este nível, enquanto a maioria (46,1%) não possui instrução ou tem ensino fundamental incompleto. Argumenta-se que a efetiva inclusão de estudantes neurodivergentes no ensino superior requer a superação de barreiras atitudinais, pedagógicas e institucionais, demandando a implementação de políticas públicas integradas, formação docente continuada e a adoção do paradigma da neurodiversidade como princípio organizador das práticas educacionais.

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Publicado

27-07-2026

Como Citar

Loureiro, V. de C. F., & Amaral, E. A. (2026). Neurodiversidade e inclusão no ensino superior brasileiro: desafios e perspectivas a partir dos dados do Censo 2022. Revista DCS, 23(92), e6123. https://doi.org/10.54899/dcs.v23i92.6123

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Artigos