Suicídio masculino no Brasil: análise espaço-temporal das taxas de mortalidade e distribuição geográfica entre 2014 e 2024
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v23i90.5541Palavras-chave:
Epidemiologia, Masculinidade, Mortalidade, Saúde Mental, SuicídioResumo
O suicídio masculino constitui um importante problema de saúde pública devido à elevada magnitude epidemiológica e aos impactos sociais associados à mortalidade por lesões autoprovocadas intencionalmente. O presente estudo teve como objetivo analisar a distribuição espaço-temporal das taxas de mortalidade por suicídio masculino no Brasil entre os anos de 2014 e 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico, ecológico, descritivo e de abordagem quantitativa, realizado com dados secundários obtidos no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram analisados os óbitos masculinos classificados no Capítulo XX da CID-10, referentes às lesões autoprovocadas intencionalmente. Os resultados evidenciaram 118.807 óbitos no período analisado, com maior concentração nas regiões Sudeste e Sul do país. Observou-se predominância de mortes entre homens adultos jovens e de meia-idade, especialmente nas faixas etárias de 20 a 49 anos. Em relação à cor/raça, verificou-se maior frequência entre indivíduos brancos e pardos, enquanto o estado civil solteiro apresentou maior número de registros. Os achados demonstram que o suicídio masculino apresenta distribuição heterogênea no território brasileiro, influenciada por fatores sociais, econômicos, culturais e territoriais. Conclui-se que o fortalecimento das políticas públicas de saúde mental e das estratégias preventivas é essencial para redução da mortalidade masculina por suicídio.
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