O PAPEL DA MANIPULAÇÃO GENÉTICA NA SEGURANÇA ALIMENTAR: UM OLHAR SOBRE A BIOTECNOLOGIA, O AGRONEGÓCIO E A BIOSSEGURANÇA
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v22i83.3546Resumo
A manipulação genética constitui um dos principais instrumentos de inovação no agronegócio contemporâneo, permitindo avanços em produtividade, resistência a pragas e adaptação às mudanças climáticas. Desde Mendel até as modernas técnicas de edição genômica, como o CRISPR/Cas9, a genética tem moldado a produção agrícola e pecuária, mas também suscitado desafios éticos, socioeconômicos e ambientais. O referencial teórico deste estudo articula quatro dimensões: o percurso histórico da genética no agronegócio; o princípio da segurança alimentar, os marcos regulatórios nacionais e internacionais e os aspectos éticos e socioeconômicos, como os riscos de dependência tecnológica e a necessidade de preservação da agrobiodiversidade. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, analisou obras científicas, legislações e relatórios de organismos internacionais, objetivando identificar benefícios e riscos associados à manipulação genética. Os resultados indicam que, embora a biotecnologia amplie a oferta e a qualidade de alimentos, sua aplicação requer governança responsável, políticas inclusivas e salvaguardas éticas. Portanto, a manipulação genética pode se consolidar como pilar do desenvolvimento sustentável e da segurança alimentar, desde que associada a marcos regulatórios sólidos e à preservação da biodiversidade.
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