PLATAFORMIZAÇÃO E IMPACTOS SOBRE TERRITÓRIOS, CULTURAS E MODOS DE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v22i81.3068Palavras-chave:
Plataformização, Algoritmos, Desigualdades, Gentrificação Digital, Diversidade CulturalResumo
Este artigo analisa os impactos da plataformização sobre os territórios, culturas e modos de vida. A pesquisa adota abordagem qualitativa, exploratória e explicativa, fundamentada em análise bibliográfica e documental. Utiliza como referencial teórico as contribuições de Poell, Nieborg e van Dijck sobre a lógica algorítmica das plataformas digitais, bem como os estudos de Morina (2021) sobre a reconfiguração sociotécnica promovida por infraestruturas digitais reprogramáveis. Dialoga ainda com autores como Alves e Lopes (2024), que discutem a dataficação da vida cotidiana; Bernardes e Souza (2024), que analisam os efeitos da plataformização no trabalho e nas políticas públicas; Oliveira (2023), que alerta para o apagamento da diversidade cultural; e Silva e Montardo (2023), que investigam os mecanismos de visibilidade algorítmica na produção simbólica. O estudo demonstra que as plataformas digitais, ao mesmo tempo em que ampliam o acesso a serviços e conteúdos, intensificam desigualdades sociais, precarizam o trabalho e promovem homogeneização cultural. Além dos impactos econômicos, políticos e simbólicos, observam-se reconfigurações territoriais e culturais, como a gentrificação digital e a turistificação urbana, agravadas pela ausência de regulação eficaz. Conclui-se que a plataformização, embora ambivalente, representa um desafio central à construção de sociedades democráticas e plurais, exigindo políticas públicas que promovam diversidade, justiça social e o direito à autodeterminação informativa.
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