TEMPO, ESPAÇO E GÊNERO EM ORLANDO: A TRANSEXUALIDADE SOB O OLHAR WOOLFIANO NA VERTENTE HISTÓRICA-CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v22i81.3058Palavras-chave:
Natureza dos Corpos, Transexualidade, Autodeterminação da Imagem Trans, Lutas e ResistênciasResumo
O trabalho tem como escopo o entrelaçamento da obra“ Orlando, A biografia” de Virginia Woolf divulgado pela primeira vez em 1928, que retrata um nobre que, ao ficar sete dias adormecido, acorda com o sexo feminino pela metamorfose da mudança de sexo de forma natural e indolor. Paul Preciado em 2023 por um documentário sobre a mesma obra, intitulado: “Olando, minha biografia política” readapta-a para os novos movimentos sociais, incluindo pessoas trans de várias outras etnias e raças que não apenas o inglês. O impacto de ambas as obras é o norte para estudar o que a pesquisa na área da transexualidade que versa sobre: cirurgias, aceitação social e bem-estar, índices de homicídios ao se perceber que após 500 anos pouco se avançou em direitos para a população trans, dentre eles o principal, o direito à vida. O objetivo é realçar que no Brasil, há séculos, existem diversos Orlando(s) vivendo na ancestralidade da marginalidade, sem perspectivas otimistas, pelo que se vê no presente. A metodologia é referencial descritiva que aborda as obras literária-audiovisual de Woolf e Preciado com complementação de autores a espisteme trans. Além das duas obras literárias de fundamentação crítica, se alicerça com obras de pessoas trans, da luta pelo reconhecimento de direitos na justiça e em todos os espaços que a trans deve ocupar O referencial teórico descreve as obras com interação não linear no tempo-espaço para realçar que desde a escrita de “Orlando” que remonta há séculos atrás, os direitos da população trans são negligenciados no direito de deixar viver.
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