OS DESASTRES CLIMÁTICOS EM PETRÓPOLIS (RJ) E A PRODUÇÃO SOCIAL DO RISCO: INJUSTIÇA, RACISMO E VULNERABILIDADE
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v22i80.2997Palavras-chave:
Injustiça, Racismo, Vulnerabilidade, Desastres, PetrópolisResumo
O artigo analisa as relações entre injustiça, racismo e vulnerabilidade a partir dos desastres climáticos recorrentes em Petrópolis (RJ), com ênfase no evento extremo ocorrido no verão de 2022. Com base em revisão bibliográfica, análise documental e estudo de caso, evidencia-se que os chamados “desastres naturais” são, na verdade, expressão de uma produção social do risco. Tais eventos refletem desigualdades históricas e estruturais, além da omissão do poder público, afetando de forma desproporcional populações negras, pobres e periféricas. Os resultados mostram que o racismo ambiental se manifesta na distribuição desigual dos riscos, na precariedade da infraestrutura urbana e na ausência de políticas públicas efetivas voltadas à moradia, saneamento e proteção diante de eventos climáticos extremos. A análise do caso de Petrópolis revela a fragilidade dos sistemas locais de prevenção, a persistência de programas habitacionais temporários e a carência de ações estruturantes. Conclui-se que, somente por meio do planejamento urbano orientado pela justiça ambiental e apoiado em políticas públicas integrais, será possível construir uma gestão eficiente, democrática e inclusiva no município.
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