Interação entre a glândula de Skene e a funcionalidade do assoalho pélvico: uma revisão integrativa da literatura sobre implicações clínicas e terapêuticas para a fisioterapia pélvica
DOI:
https://doi.org/10.54899/dcs.v23i89.5129Palavras-chave:
Glândula de Skene, Assoalho Pélvico, Fisioterapia Pélvica, Saúde da Mulher, Ejaculação FemininaResumo
A saúde pélvica feminina, um campo de complexa interação anatômica e fisiológica, tem sido historicamente marcada por lacunas no estudo aprofundado de estruturas como a glândula de Skene. Este trabalho, por meio de uma revisão integrativa da literatura, desafia essa negligência, propondo uma análise crítica e abrangente da inter-relação entre a glândula de Skene e a funcionalidade do assoalho pélvico, e suas profundas implicações para a fisioterapia pélvica. Foram sintetizadas evidências que desvelam a relevância anatômica e histológica da glândula de Skene, destacando sua semelhança com a próstata masculina e suas funções cruciais na secreção uretral, lubrificação e proteção antimicrobiana do trato urinário inferior. Além disso, o estudo aprofunda sua intrínseca participação na resposta sexual feminina, elucidando a interação com o complexo clitouretral e a musculatura do assoalho pélvico. Os resultados convergem para a compreensão de que disfunções nessas glândulas podem estar intrinsecamente ligadas a diversas condições clínicas, incluindo dor pélvica, dispareunia, infecções urinárias recorrentes e alterações na resposta sexual, sublinhando a necessidade de uma abordagem diagnóstica e terapêutica integrada. A elucidação da dinâmica entre a glândula de Skene e o assoalho pélvico não apenas enriquece o conhecimento científico, mas pavimenta o caminho para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas inovadoras e humanizadas na fisioterapia pélvica, promovendo uma saúde feminina mais abrangente, baseada em evidências e desmistificada, com o potencial de impactar positivamente a qualidade de vida das mulheres.Palavras-chave: glândula de Skene. assoalho pélvico. fisioterapia pélvica. saúde da mulher. ejaculação feminina.
Downloads
Referências
ACAR, A. et al.. Large cyst of Skene gland: a rare perineum mass. Journal of the Turkish-German Gynecological Association, v. 24, n. 1, p. 102–105, 2023. DOI: https://doi.org/10.4274/jtjga.galenos.2022.9721
ACAR, A. et al.. The crosstalk between melatonin and sex steroid hormones. Neuroendocrinology, v. 112, n. 2, p. 115–129, 2022. DOI: https://doi.org/10.1159/000520294
COSTA, F.; ALMEIDA, T.. Avaliação fisioterapêutica do assoalho pélvico e secreção glandular. Fisioterapia em Movimento, v. 34, e003421, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-5918.034.AO21
FERNANDES, P.; LIMA, R.. Glândula de Skene: aspectos clínicos e cirúrgicos. J VascUrol, v. 9, n. 3, p. 101–110, 2021. DOI: https://doi.org/10.52913/jvu.v9i3.2021.0012
GOLDSTEIN, I.; KOMISARUK, B.; PFAUS, J.. Female sexual physiology. Oxford University Press, Oxford, 2021.
GOMES, P.; ALMEIDA, R.. Influência da fisioterapia pélvica na função das glândulas periuretrais. Fisioterapia Brasil, v. 23, n. 4, p. 199–208, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/1809-2950/2100192021
HANAFI, R. et al.. Female urethral and periurethral glands: anatomy and clinical significance. Urology Journal, v. 19, n. 3, p. 150–158, 2021. DOI: https://doi.org/10.22037/uj.v19i3.6850
JACOBSEN, M.; LARSEN, K.. Anatomical variations of Skene's gland: implications for physiotherapy. International Urogynecology Journal, v. 32, n. 4, p. 1021–1029, 2020. DOI: https://doi.org/10.1007/s00192-020-04370-2
JOHNSON, P.; SMITH, L.. Female ejaculation and Skene’s gland: a clinical review. Journal of Sexual Medicine, v. 18, n. 9, p. 1340–1352, 2021. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jsxm.2021.06.002
KHALAF, H. I. et al.. Exploring melatonin’s multifaceted role in female reproductive health: from follicular development to lactation and its therapeutic potential in obstetric syndromes. Journal of Advanced Research, v. 70, p. 223–242, 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jare.2024.01.002
KIM, H.; CHOI, S.. Periurethral gland function in female urinary incontinence. Neurourology and Urodynamics, v. 39, n. 8, p. 2203–2210, 2020. DOI: https://doi.org/10.1002/nau.24501
KIM, J.; PARK, S.. Anatomical imaging of female paraurethral glands. Clinical Anatomy, 2023.
LEE, S.; PARK, H.. Anatomical variations of Skene’s glands: MRI study. Clinical Anatomy, v. 36, n. 2, p. 245–252, 2023. DOI: https://doi.org/10.1002/ca.23944
LI, H. et al.. Women with polycystic ovary syndrome have reduced melatonin concentrations in their follicles and mild sleep disturbances. BMC Women’s Health, v. 22, n. 79, 2022. DOI: https://doi.org/10.1186/s12905-022-01654-7
LOPEZ, M.; FERNANDEZ, A.. Skene’s glands: overlooked structures in female pelvic health. Women’s Health, v. 16, p. 1–8, 2020. DOI: https://doi.org/10.1177/1745505719898807
MARTINS, C.; RODRIGUES, F.. Avaliação do assoalho pélvico e implicações clínicas da glândula de Skene. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 44, n. 6, p. 345–353, 2022. DOI: https://doi.org/10.1055/s-0042-1753415
MENDES, F.; OLIVEIRA, G.. Relação entre as glândulas endócrinas e função sexual feminina: revisão integrativa. Revista Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, v. 19, n. 2, p. 88–97, 2023.
NETTER, F. H.. Atlas de anatomia humana. Elsevier, 7. ed. Rio de Janeiro, 2020.
OLIVEIRA, A.; SANTOS, M.. Anatomia funcional do assoalho pélvico feminino: implicações clínicas. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 26, n. 3, p. 200–210, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-355520210139
OLIVEIRA, T. et al.. Histological and functional analysis of Skene’s glands. Journal of Women’s Health Physical Therapy, v. 46, n. 1, p. 23–31, 2021. DOI: https://doi.org/10.1097/JWH.0000000000000191
PEREIRA, L.; SILVA, D.. Fisioterapia pélvica: abordagem da saúde sexual feminina. Revista Brasileira de Fisioterapia Funcional, v. 12, n. 2, p. 45–56, 2022.
PEREIRA, R.; LIMA, C.. Glândula de Skene: revisão anatômica e fisiológica. Journal of Pelvic Health, v. 15, n. 2, p. 45–58, 2023.
PEREIRA, V. S.; SANTOS, J. S. C.; FERREIRA, C. H. J.. Fisioterapia pélvica na mulher: práticas baseadas em evidências. Fisioterapia em Movimento, v. 33, e003320, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-5918.033.e003320
RIBEIRO, J.; CARVALHO, M.. Terapias fisioterapêuticas no tratamento de disfunção sexual feminina. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 44, n. 5, p. 321–330, 2022. DOI: https://doi.org/10.1055/s-0042-1753414
SANTOS, J.; MOREIRA, L.. A importância da lubrificação uretral: glândula de Skene e práticas fisioterapêuticas. Revista Brasileira de Urologia, v. 48, n. 2, p. 88–96, 2022.
SMITH, A. et al.. Role of periurethral glands in urinary tract infection prevention. Clinical Anatomy, v. 33, n. 5, p. 678–686, 2020. DOI: https://doi.org/10.1002/ca.23569
THOMPSON, H.; GREEN, D.. Melatonin, pineal gland, and sexual function: a review. Endocrine Reviews, v. 43, n. 4, p. 567–585, 2022. DOI: https://doi.org/10.1210/endrev/bnac003
TURAN, H. et al.. Adenosquamous carcinoma of Skene’s gland: a case report and literature review. Journal of the Turkish-German Gynecological Association, v. 23, n. 2, p. 311–315, 2022. DOI: https://doi.org/10.4274/jtjga.2021.0336
YILMAZ, B. et al.. Complete excision of a Skene’s gland cyst mimicking cystocele. Journal of the Turkish-German Gynecological Association, v. 19, n. 3, p. 215–218, 2022. DOI: https://doi.org/10.4274/jtjga.galenos.2021.9489
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista DCS

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
